cidade de
Na semana passada meu filho chegou da escola depois de um encontro especial. Ele escutou do Sr. Apolinário a história de Joinville. Me lembrei imediatamente da primeira vez que meu filho escutou a narrativa da história de Joinville há uns 2 anos atrás. Ele tinha uns 6 anos e chegou muito impressionado em casa! Foi logo me contado sobre a “Arca”.
Eu, como boa professora de história (do direito), questionei: - que Arca???
- Mãe, a arca de Joinville, aquela que formou a cidade.
- Ah, filho. A barca. Você gostaria de conhecer o monumento da Barca?
E lá fomos nós, para o centro da cidade, conhecer a arca/barca. Chegando lá, ele ainda me perguntou como um barquinho poderia caber tanta gente… foi aí que esta reflexão começou a ganhar algum contorno para mim.
Quando a Barca Colón chegou em um território bastante difícil, dezenas e, depois, centenas de imigrantes de diversas nacionalidades enfrentaram dificuldades para fazer deste lugar seu novo lar. Um território que também não estava vazio, pois junto a eles já viviam a população local, originária e escravizada.
E foram muitas as barcas que aqui aportaram, pois ao longo da nossa história nos acostumamos com as narrativas dos fluxos de imigrantes. É tanta gente vinda de tantos lugares, que a cidade é quase um mosaico. Assim, temos as barcas que vieram navegando, as que vieram de trem, de ônibus, de carro, a pé… apenas vieram… mas sempre em diferentes barcas.
Foi aí, que diante da Barca, pensei: mas só tem uma! E meu filho, o único nascido em Joinville, filho também de uma família de imigrantes disparou: como cabe tanta gente?
Bem, filho… porque a Barca é Joinville. E ela é toda a gente. Não das suas diferenças, que são muitas, mas do fato que vivemos todos aqui.
Em uma cidade que chove muito, que tem sambaquis, que para muitos é um luxo, para outros é lixo. E são 41 sítios arqueológicos em nossa região. E temos muitos museus e poucos parques. Possuímos apenas 2 Patrimônios Imateriais: o Kenia Clube e a Prática de Tiro. E mais de 100 tombados. E a cidadela Antártida, que infelizmente ainda está fechada, mas ainda faz parte da memória de muitos Joinvilenses como a fábrica da “melhor cerveja do Brasil”.
Dos cafés coloniais e do turismo rural, das pinturas de Juarez e dos tambores do maracatu, do Ballet e das danças de rua, das flores, das bicicletas e das feiras de rua; do trabalho, do samba e JEC; do chineque e da chimia. Do Vila Nova ao Espinheiros. De Pirabeiraba ao Itinga.
Nesta cidade circulam pessoas que todos os dias constroem e interlaçam suas histórias e suas identidades na espaço da cidade.
São 173 anos de gente.
Obrigada Joinville.
Eu sou a Luana Gusso!
Paranaense radicada em Joinville, mãe do Francisco, professora universitária, advogada, conselheira de museus de Joinville, pesquisadora da área do patrimônio cultural e dos direitos culturais e apaixonada por chineque.
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